Bra sil sil sil

Os últimos 4 meses foram marcados com muito aprendizado e experiências que vamos lembrar para sempre.

Desde a beleza estonteante das ilhas de San Blás (Panamá) e de Semuc Champey (Guatemala), passando pelos históricos e impressionantes países México e Etiópia até a triste e difícil realidade vista no Camboja e Índia, apesar de todos os monumentos maravilhosos que oferecem.

Fazer o mochilão fora da Europa e USA nos fez perceber que o Brasil, apesar de tudo que precisa ser revisto e melhorado, é um bom pais. Muito mais bonito, organizado e funcional do que quando saímos.

Agradecemos a todos que nos acompanharam nesses últimos meses e desejamos que você possa, mais cedo ou mais tarde, viver algo diferente e renovador.

Esperamos ter compartilhado de forma divertida tudo que vivemos e, quem sabe, te incentivado a fazer o mesmo.

Pra finalizar, agradecemos a todos o nossos familiares e amigos que fizeram a nossa volta tão especial e nos emocionaram com a delicadeza de estarem lá de braços abertos pra nós! Amamos vocês!

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Assento de avião – o que levar em conta ao escolher

Antes de escolher seu assento de avião, alguns pontos importantes devem ser considerados.

Informações como, viajando sozinho, em casal, em família, estrutura física, tempo do vôo e condições de saúde são muito importantes na hora de escolher. Mas vamos por partes:

Os assentos da janela são bons pra duas coisas, pra quem quer dormir (pra encostar é melhor) e pra quem gosta de ver as paisagens de fora. Num vôo que você sabe que a paisagem é bonita, como Etiópia e Nepal, vale ficar acordado na janela.

Por outro lado, pessoas que tem problemas de circulação ou que precisem caminhar e ir ao banheiro várias vezes por hora, é mais indicado ficar no corredor para não incomodar os outros que estão na mesma fileira com você.

Se você é grande e/ou alto, tente as cadeiras da saída de emergência ou assentos com espaço extra para as pernas, as vezes vale até pagar um pouco a mais pra garantir mais conforto e evitar constrangimentos. Algumas pessoas precisam ocupar duas poltronas ou uma cadeira executiva, pois muitos aviões tem poltronas bem estreitas.

Se você quer descansar e logo reclina a poltrona quando eles liberam, não fique nas poltronas antes das saídas de emergência. Essas, normalmente, não são reclináveis.

Eu normalmente mantenho a mochila comigo e a coloco sob a poltrona da frente na hora da decolagem e pouso, quem fica nas saídas de emergência é obrigado a colocar os pertences no bagageiro.

Se você está com acompanhantes e fazem questão de viajar juntos, na hora de fazer o checkin peça para que sentem juntos. Contudo, seja enfático em pedir uma mala em cada nome (fizemos um post sobre perda de bagagem para que você entenda isso melhor).

Normalmente a saída dos passageiros é feito pela porta da frente. Se estiver com pressa, tente um número baixo, como 5 ou 6. Mas não me culpe se a companhia resolver fazer o desembarque pela porta traseira, pois as vezes acontece. Na dúvida, fique no meio.

Quando a passagem é comprada pela internet, muitas vezes é possível reservar a poltrona. Neste momento você consegue ter uma visão geral da distribuição de assentos na aeronave, observando onde são os banheiros, os assentos de emergência e os assentos em fileiras de 2 ou 3 poltronas.

Respeite o assento indicado no seu cartão de embarque. Mesmo quando você não conseguiu o lugar que gostaria ou só percebeu um equívoco da atendente após finalizar o checkin, respeite o assento indicado no seu cartão de embarque. Na altura do bagageiro estão os números das fileiras e a classificação dos assentos. Normalmente há um desenho mostrando se seu assento é janela ou corredor.

Se você não estiver sentindo-se bem, peça ajuda de um dos atendentes de bordo, se houver disponibilidade eles trocarão você de lugar.

Bangkok

Acabamos “pulando” Bangkok da nossa viagem logo que chegamos a Tailândia. Isso porque os protestos contra a 1ª Ministra estavam a todo o vapor, pouco antes das eleições, no inicio de fevereiro.

Por sorte, apesar de ainda ocorrendo, os protestos estão menos recorrentes e resolvemos finalizar nossa viagem ficando 3 dias na cidade.

ponto de protesto

Como todo o sudeste asiático, a cidade oferece uma infinidade de Templos budistas. E mesmo que você, assim como nós, já tenha visitado muitos tipos, aqui encontramos os templos budistas mais bonitos que já vimos.

A primeira visita a templos que fizemos foi no interior do Grand Palace, Palácio oficial do Rei da Tailandia. Além da beleza do jardim, com gramado e diversos bonsais, a arte nos templos é linda, um trabalho manual e perfeccionista. Infelizmente as fotos não traduzem fielmente a beleza do lugar, mas a visita vale a pena.

diferenca entre uma peça restaurada e uma sem restauro

É lá que fica o Templo Wat Phra Kaeo, do Buda de Esmeralda (que na verdade é feito da pedra Jade). A maioria dos templos não permite foto no interior e esse foi o caso lá.

Há até uma replica do Angkor Wat, do Camboja, no interior do Palácio.

A visita custa cerca de 15 dólares por pessoa, mas o site é grande. É permitida a entrada apenas de calça comprida ou saias e vestidos longos. Nada de braços a mostras ou transparência. Apesar das restrições, eles oferecem roupas para a adequação no local. (algumas pessoas fora do palácio tentam vender roupas e não informam que o local oferece)

Em frente ao Palácio também está o templo Wat Pho, lá está o Buda reclinado e outros templos e estupas muito bonitos.

Passamos pelo antigo forte da cidade que fica cercado por uma praça e onde o aluguel de bicicletas está disponível.

Aliás, Bangkok é uma cidade com diversas opções em transporte. Além dos tradicionais ônibus, taxis e tuktuks, a cidade conta com aluguel de bicicletas, um metro bastante eficiente, trem (interbairros e intermunicipal), moto taxi e barco. Para muitos dos pontos turísticos a melhor e mais barata opção é o barco.

É possível acessar facilmente o Templo Wat Arun de barco, pois ele fica numa das margens do rio. Esse é um templo que se pode subir na estrutura principal.

Outro passeio que fizemos foi ir até a cidade de Ayutaya, há duas horas de trem de Bangkok, que é a antiga Capital do Pais. Lá estão espalhados por toda cidade ruínas de Palácios e Templos imensos.

Todos eles tiveram basicamente a mesma função, abrigavam algumas atividades dos Reis, serviam como centro de doutrinação de monges e comunidade. São cercados por estatuas do Buda em posição clássica de meditação.

Wat Phra Mahthat

Wat Phra Sri Sanphet

Wat Chaiwattanarm

Apesar da beleza dos templos da cidade e região, Bangkok não é procurada pelos turistas só por isso. A cidade oferece uma vida noturna bastante agitada e tudo que está ligado a isso.

Ruas inteiras são fechadas para turistas que querem circular tranquilos, beber e consumir. Há inúmeras ofertas de alfaiataria, souvenirs em geral, lutas, comidas e muito mais. A rua mais famosa é a Khaosan road e lá se encontra comida de rua boa e barata, além das atrações alimentares pra turistas, que nós não tivemos coragem de provar.

Foi de lá que comemoramos o fim da nossa viagem, curtindo as músicas e nos divertindo com os balões de hélio.

O último dia deixamos pra fazer, pela última vez, as malas. Olhamos tudo, deixamos tudo pronto e fomos dar uma última volta. Ficamos por um tempo num dos parque da cidade, conversando, admirado a paisagem e curtindo a paz do lugar. Ajudou um pouco a diminuir a ansiedade de voltar pra casa e recomeçar.

outras fotos

assento preferencial inclui monges

Internet pelo mundo – SIM Cards

Estávamos um pouco enjoados de receber aquela mensagem da TIM dizendo “bem-vindo a tal lugar! Por APENAS R$ 69,90 POR DIA você pode usar a internet ilimitada”.

Parecia até piada. Aproveitamos a canseira e, a partir do Quênia, começamos a comprar SIM Cards locais.

Veja o que achamos de cada um:

Quênia – operadora Safaricom – é a mais popular, não é cara e os planos são bacanas, ativação imediata, mas o 3G é questionável. As outras, pelo que ouvimos são ainda piores. Necessária a apresentação do passaporte para compra. Comprar somente na loja oficial, preferência em shoppings.

Dubai – operadora DU – mais cara, ativação demorada e o 3G também não funcionava muito bem. Se for comprar, apesar das filas, compre direto na loja, pois o autorizado demora um dia para ativar.

Índia – operadoras Vodafone e Airtel – ambas tem o mesmo valor (e o valor depende de onde vc comprar, pois eles cobram diferente de turista) e demoram quase uma dia para ser ativadas (além disso vc precisa da ajuda de alguém local pra ligar e ativar a linha pra vc, pois os atendentes quase não falam inglês). É preciso cópia do passaporte e uma foto para comprar. Preferimos a Airtel, pois no geral o 3G é bem mais estável. Em alguns pontos do país falamos pelo skype usando a Airtel sem qualquer interrupção. Alguns lugares do pais, como o Estado de Kashimira e Jammu, SIM Cards pre-pagos simplesmente não funcionam.

Nepal – operadora NCel – ativação imediata e preço acessível. É preciso cópia do passaporte e foto. Melhor do que os wifis que encontrávamos. Mas não vimos outra marca e deu pra fazer todas as pesquisas que precisávamos.

Tailândia – operadora True – excelente. Compramos no aeroporto mesmo, bons planos e num preço razoável. Internet ótima e ilimitada. Ativação imediata. Também funciona melhor do que varios wifis.

Laos – operadora Unitel – ativação imediata, boa, melhor do que wifi (que foi horrível em todo lugar), mas em alguns lugares o 3G não era estável. Deu pra pesquisar e receber bem os emails.

Vietnã – operadora VinaPhone – excelente pra dados (internet), ativação imediata. No aeroporto vende, mas eles te empurram uma plano mais caro. Só o SIM Card (sem créditos extras) deve custar cerca de 7 dólares.

Camboja – operadoras Smart e QD – ambas são vendidas no aeroporto, antes da saída – os valores são praticamente os mesmos: 1 dólar pelo Sim Card e mais 1 dólar por 1G de dados. Ambas são boas, onde há sinal a QD funciona melhor, porém o sinal da Smart é mais estável.

Camboja – Uma triste história tão recente

Após apreciar as tão impressionantes ruínas de Angkor em Siem Reap, seguimos viagem para Phnom Pehn, uma simpática cidade a beira do rio Mekong.

Apesar das pesquisas sobre esse destino e da conversa durante o caminho com pessoas que já haviam visitado o país, ao chegar aqui percebemos que a história deles é muito pior do que podíamos imaginar.

A história é da década 1970, muito recente. Aconteceu aqui algo muito próximo ao que se passou na Alemanha com o Holocausto.

Um partido comunista, chamado Khmer Rouge (em português Khmer vermelho) tomou o governo em 1975 e colocou todas as pessoas em campos de concentração. As pessoas que tinham qualquer estudo ou conhecimento e que falavam algumas palavras em qualquer idioma estrangeiro eram mortas sem explicações.

uniforme do partido

Pessoas ou familiares que trabalharam em governos anteriores também. E mataram todos da família pra não deixar possibilidade de vingança no futuro.

Os que não morreram dessa forma, morreram de fome ou por esgotamento. Foram cerca de 3 milhões de pessoas mortas, quase metade da população da época. (esses são os dados divulgados no Camboja, porém os números diferem bastante de fonte pra fonte).

Há 15 km da cidade está um dos 300 campos de concentração, atualmente chamado de Centro de Genocídio Choueng Ek e conhecido popularmente como The Killing Field (o campo das mortes). Hoje ele é um local cheio de árvores e que chega até a transmitir uma certa paz, para aqueles que desconhecem a história, mas ao ir escutando as explicações ponto a ponto o passeio vai se tornando um tanto doloroso. Por lá vimos pelo chão resquícios de ossos e roupas das vítimas que vão vindo a tona com a ação do tempo, além dos milhares de ossos e crânios já retirados, em exposição no museu ou devidamente enterrados. O aviso ao entrar é o seguinte:

“Caso você veja algum fragmento de ossos no chão,
por favor, não pise ou encoste.
Uma pessoa de nossa equipe fará a retirada”

As formas de execução das pessoas em mutirão e tantas formas de tortura são tão chocantes que embrulham o estômago e causam uma tristeza enorme.

Árvores enfeitadas em homenagem aos bebês e criancas mortos ao lado da cova comum

Também visitamos uma prisão (antiga escola) onde os prisioneiros mais intelectuais eram torturados para que confessassem crimes contra o então atual partido. Lá há centenas de fotos das vitimas em exposição, quando ainda vivos e muitas fotos de como foram mortos.

foto google

foto google

foto google

regras do regime (que inclui regras como: não questione, não reclame ou chore, só fale quando for solicitado, atenda imediatamente ao chamado, entre outras)

Pela complexidade do assunto, foi um tanto complicado tirar fotos, pois as imagens no campo e museu são muito fortes. Eles não suavizam a história para que o massacre não seja esquecido.

Essa é uma ilustração do campo que visitamos. Todos os círculos e quadrados verdes são covas comuns, onde foram achados milhares de corpos, homens, mulheres e crianças de todas a idades.

esse é o campo na ocasião em que as covas foram encontradas

O Khmer vermelho perdeu o poder em 1979, após intervenção do Vietnã, e deixou o pais devastado, desde então eles estão se reconstruindo. Como todos os médicos, professores e estudiosos foram mortos, não deve ter sido fácil inicialmente, mas o governo em conjunto com esforços internacionais têm desenvolvidos programas para ajudar o pais.

Até mesmo ajudas por celebridades foram fundamentais para a reconstrução do pais, como exemplo a atriz Angelina Jolie foi uma das pessoas que contribuiu (e ainda contribui) pessoalmente para a causa do pais. Tudo começou quando gravando o filme Tomb Raider, em 2000, ela entrou em contato com a historia e situação do Camboja. Desde então ela adotou uma criança do pais, enviou fundos, construiu escolas e hospitais e continua mantendo pessoalmente atendimento à campos de refugiados aqui em em outros países. Hoje ela é porta voz da ONU. Depois dela, outras celebridades acabaram adotando crianças da Ásia e África e contribuindo ativamente com essas causas.

A sensação é muito estranha. Você olha as pessoas na rua e pensa se elas ainda lembram, se sofrem. Quem tem mais de 35 anos com certeza participou de tudo, ou como vítima ou como exército Khmer Rouge. Qual é a lembrança?!

Hoje os lugares onde tudo aconteceu parecem parques, jardins acolhedores. Receberam templos em homenagem as vitima e recebem a visita de centenas de pessoas por dia. Mas será que as pessoas já esqueceram?!

templo no campo de concentracao

Apesar de fatos tão chocantes, achamos que esse é, com certeza, um lugar a ser visitado e lembrado. Afinal, ninguém quer que algo assim aconteça novamente, não é?!

Também assistimos os filmes The Killing Fields e Beyond Borders (amor sem fronteiras). O 1º conta fielmente a história do que houve no Camboja e o 2º é um apanhado do que o ocorria no mundo naquela mesma época, citando o Camboja.

A entrada para o Centro do Genocídio é de 6 dólares por pessoa, com direito a áudio-guia. A visita ao museu, antiga prisão, é de 2 dólares.

Saiba mais:

– sobre a recente história do Camboja: http://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio_cambojano

– ação humanitária de Angelina Jolie: http://en.wikipedia.org/wiki/Angelina_Jolie

– fundação Jolie-Pitt no Camboja: http://www.mjpasia.org/

Siem Reap – As ruínas de Angkor

Chegamos em Siem Reap (leia sim rip) sem muita expectativa. Sabíamos que haveria templos antigos e que a Angelina Jolie tinha gravado cenas do filme Tomb Raider por lá.

Chegando aqui, começamos a entender melhor as coisas. A cidade é reconhecida pela UNESCO como patrimônio histórico da humanidade. É praticamente habitada por turistas, principalmente agora na alta estação. A moeda mais usada na cidade é o dólar e os preços são incrivelmente baratos.

Bem perto dela está o complexo arqueológico de Angkor; antiga capital do império Khmer. O império Khmer dominou a região entre os anos 802 DC e 1463 DC. Seu reino compreendia o que hoje é o Vietnã, Laos, Camboja, Burma e Thailandia (fonte: Wikipédia). Dado o tamanho do império, da pra imaginar o tanto de riqueza que eles possuíam. O que vimos por aqui foram as ruínas de alguns templos construídos em pedra em meio à um parque maravilhoso.

São diversos sites com ruínas, uns bem preservados e outros nem tanto. Quando chegamos a cidade recebemos um mapa com os sites e com os trajeto sugeridos. Para visitar todos os templos sem pressa, são necessário uns 3 dias.

No primeiro dia compramos nosso ticket que nos dava direito três dias de visitas por US$40 (um dia custa U$20). A princípio parece caro, mas quando entramos conseguimos ver o trabalho que dá a restauração e manutenção dos monumentos.

São sites enormes onde os arqueólogos tem que montar um verdadeiro quebra cabeça em 3D. Com análise geológica e computacional eles fazem simulações antes de levantar as pedras enormes e remontar o quebra cabeças.

lado inacabado

lado restaurado

São diversos templos, tanto que em dois dias não conseguimos ver todos. Existem monumentos tanto hindus quanto budistas, pois durante o império Khmer eles oscilavam entre estas religiões e cada rei montava os monumentos e alterava os anteriores de acordo com a religião vigente.

Primeiro fomos ao Banteay Kdei, um templo budistas construído entre os anos 1100 e 1300.

Na sequência visitamos o Ta Prohm, um outro templo da mesma época do anterior. Este é um dos mais bonitos. Ha árvores enormes crescendo sobre as ruínas e, agora, até sustentando uma parte delas. É impressionante.

O terceiro do dia foi o Ta Keo. Este é bem alto, parecido com as pirâmides Maias que vimos na Guatemala, aqui eles não chamam de pirâmide e sim de templo-montanha. Este é um pouco mais velho do que os anteriores. Antes do ano 1000 DC. Ele é para ser similar ao monte Meru, em referência à um símbolo sagrado Hindu e budista.

idéia de como foi no passado

Também visitamos o complexo Angkor Thom (1200 DC), que conta com várias ruínas dentro dele. A primeira construção que vimos foi a própria entrada do complexo que possui grandes estruturas formadas por cabeças do Buda sorridentes.

Começamos visitando o terraço do rei Leper que é enorme e o rei utilizava pra falar com o povo. Ele era ornamentado, assim como quase todo o resto, mas especialmente este possuía cabeças de elefantes esculpidas em pedras.

Andamos até o Phimeanakas, um outro templo-montanha e seguimos até o Preah Palilay. Este último está menos restaurado e com árvores envolvendo as construções.

Em seguida fomos ao Baphuon (1150 DC), um templo-montanha, com três camadas construídas (como se fosse um sobre o outro) dedicado ao Deus hindu Shiva. Como aconteceu com os outros templos, foi transformando em budista mais tarde. Foi um dos mais bonitos que vimos.

rosto do Buda

segunda camada

Por último, ainda no primeiro dia, fomos ao Bayon (1200 DC). É um dos mais bem decorados, cheios de cabeçonas de Buda com 4 faces. Este foi construído budista, outro rei introduziu imagens hindus e depois se tornou novamente budista.

No dia seguinte, decidimos fazer o tour de bicicleta para aproveitar mais de perto a beleza do parque. Ouvimos que o nascer do sol visto desde o templo Angkor Wat era bacana. E lá fomos nós… Até por isso deixamos esse templo para o dia seguinte, pois além de ser o mais famoso, tinha o nascer do sol como mais um atrativo. Acordamos pouco depois das 4 da matina, tomamos um café da manhã improvisado e seguimos por uns 8km no escuro até o mais famoso templo em complexo.

Chegando lá, já estava lotado. Não éramos os únicos que pesquisavam antes de sair passeado não. As luzes do sol nascente não foram as mais fascinantes que já vimos (o dia amanheceu um tanto nublado), mas aumentam sim a beleza do lugar. Mais ainda se levarmos em conta o lago repleto de flores de lotus que está em frente às ruínas.

O templo Angkor Wat (redundância, pois Wat = templo em vários dos idiomas da região) também nasceu hindu (dedicado a Vishnu) e mudou depois para budista, tendo sido construído em 1200 DC. Segundo a Wikipédia é o maior templo religioso do mundo. Também é um templo-montanha e construído em camadas.

Pegamos as bicicletas e seguimos para o Preah Khan, que significa espada real e foi construído em 1191 DC. A construção foi usada como prédio administrativo e contava com templos hindus no terreno. Ele é plano e cheio de pequenas salas. Ele foi apenas parcialmente restaurado e já foi tomado por árvores sobre as construções.

Por ultimo, ainda de bicicleta, fomos ao Ta Som (1200 DC). Templo feito pelo rei em e dedicado ao seu pai.

Depois de 40km pedalando e 9 horas vendo ruínas, voltamos pra casa com a sensação que mais um dia era necessário para ver os demais templos.

outras fotos

Vila de Duong Lam

De Hanoi também visitamos uma vila bem antiga, chamada Duong Lam.

O passeio começou por uma fábrica de tecidos de seda (que fica no caminho e não na vila exatamente). Pudemos ver o processo desde a confecção dos fios a partir dos casulos até a finalização do tecido. A fábrica está parcialmente automatizada, mas eles também possuem máquinas que demandam força humana para movimentá-la.

aparelho manual

automatizado

separacao manual dos fios e embobinamento

linha no casulo

O nosso guia também nos apresentou o destilado de arroz que onde eles colocam as lagartas que produzem a seda (quando já não produzem mais). O sabor é interessante.

Em seguida fomos até a vila. Logo que chegamos fomos a uma casa que foi construída há 400 anos. Tomamos um chá enquanto o guia nos contava um pouco das histórias e tradições. Uma delas, é a disposição da casa. Logo que se entra, pode se observar altares com imagens de antepassados. Essas imagens recebem oferendas de comida, incenso e outras. Nas laterais ficam os quartos da esposa e crianças, enquanto o marido dorme no cômodo central, com as imagens dos antepassados.

essa família produz um tipo molho de soja e guarda o material nesses grandes vasos de cerâmica

Percebemos que aqui eles tem uma visão diferente de budismo. Eles adaptaram a tradição de reverenciar os antepassados com a adoração do Buda e colocam nos templos, não apenas as imagens do Buda, mas também de reis e heróis do passado. Como no templo que visitamos.

O povoado também recebeu uma igreja construída pelos franceses. A igreja não possui um padre residente. O responsável fica em Hanoi (40km de distância aproximadamente) e vai até ela para as missas no fim de semana. A igreja tem um sino que toca diariamente as 12:00 e as 18:00. Nesse dia fomos nós que tocamos o sino as 12:00 chamando os camponeses para o almoço. Foi bem divertido!

Depois do almoço, fomos a casa comunal, que é onde os habitantes do povoado fazem as reuniões de comunidade. Lá dentro também encontramos alguns símbolos bem importantes nas tradições vietnamitas. Um destes simbolizmos trata dos 4 animais sagrados: o dragão que representa o poder, o leão que representa a força (apesar de não haver ocorrência de Leões pela região), a tartaruga representando vida longa e sabedoria e a fênix, representando o bem e os heróis do povo.

Essa vila antiga sofre hoje o problema de sucessão, pois os jovens já não querem mais ficar na cidade. A maioria deles prefere ir para as grande cidade, estudar e trabalhar em algo diferente, só voltando na velhice, quando voltam.

Na saída passamos pelo portal da cidade, que se fecha durante a noite e logo saindo do vilarejo, já estávamos junto aos campos de arroz, onde os trabalhadores começam o plantio da próxima temporada.

Curiosamente, a tradição vietnamita é de enterrar seus mortos nos campos de arroz. Por onde se passa é possível ver as plantações e os túmulos.

No caminho de volta ao hotel, passamos por um tipo de ateliê onde fabricam peças com o uso de pintura em laca. O resultado do trabalho é impressionante. Os artefatos são ornamentados usando tinta óleo, madre pérola e casaca de ovo, com acabamento em laca. Lindo!

Mais fotos

descascando arroz

carregando vasos com Árvores em moto

Ha Long Bay

Um dos cenários mais famosos do Vietnã é Ha Long Bay (Baía de Ha Long).

A paisagem é fantástica, cheias de pedras em meio ao mar. Algumas muito famosas por seus formatos e que segundo o locais lembram animais ou objetos importantes.

Mesmo que você não consiga seguir a imaginação deles, a beleza é inegável, até num dia nublado e frio como quando fomos visitar.

Além disso, a baía também é historicamente importante, pois antes da colonização francesa, muitos nativos viviam nessas ilhas de maneira primitiva. Outra coisa foi a guerra, muitos resquícios dela foram encontrados no fundo do mar por ali.

Fizemos o tour de 2 dias e uma noite pra Ha Long Bay partindo de Hanoi, com a empresa V-Spirit. Foi excelente. Nos buscaram no hostel, uma equipe muito divertida e atenciosa. Essa empresa é pouco coisa mais cara que as outras, mas era uma das poucas que tinha bons reviews pela internet. Pagamos 120 dólares por pessoa pelo tour, depois de pedir por desconto para o nosso hostel.

No primeiro dia visitamos uma caverna linda e imensa, cheia de luzes e já bem preparada para o turismo, com caminhos em concreto e ótima visibilidade. A parte boa é que o acesso fica muito mais fácil e a parte ruim é que você perde aquela sensação de real natureza.

Depois fizemos caiaque não muito longe dali e foi um momento muito relaxante, no silêncio no meio do mar.

A noite a equipe fez um show com fogo e bebidas para o grupo e nos presenteou com uma melancia decorada e um lindo casal de pássaros esculpidos nos alimentos.

No outro dia visitamos uma ilha, onde se tem a visão mais famosa da baía e onde num dia ensolarado poderíamos nadar. Ficamos lá por algum tempo apenas apreciando a paisagem.

Finalizamos o tour com uma demostração de arte com os alimentos, técnica que envolve criatividade, precisão e muita, muita, paciência.

Por conta do Ano Novo Chinês, os tours estão todos bastante lotados e foi possível ver a demanda em alto mar. De qualquer forma, com frio e tudo, valeu a pena.

Hanoi florida

Enfim chegamos ao Vietnã!

Acho que como a maioria das pessoas, imaginávamos algo bem campestre… como milhares de plantações de arroz. Isso existe mesmo, e muito. Mas além dessa cultura baseada em cultivo a cidade de Hanoi é muito encantadora e florida.

Apesar dos avisos de que Hanoi não é, em si, uma cidade com muitas atrações, nós resolvemos tentar e gostamos muito.

Para tirar o visto do Vietnã é necessário iniciar com antecedência de aproximadamente 1 semana para brasileiros.

Você deve enviar uma solicitação pelo site http://www.visa-vietnam.vn informando as datas que pretende estar e deixar o pais e pagar uma taxa de aproximada de 20 dólares (o valor pode mudar com a urgência). Depois disso você recebe uma carta, como uma carta convite, que permite tirar o visto na chegada, no aeroporto. No aeroporto você deve entregar a carta, com uma foto e 45 dólares.

Pela cidade mesmo, passeamos um dia que foi bem produtivo. A cidade é muito florida, principalmente pelas festas de ano novo chinês (ou lunar). As flores e jardins realmente encantam e dão um charme especial para a cidade.

Conhecemos um templo dedicado ao Confucionismo, que fica em meio ao lago da cidade. Ele também é uma homenagem a um general vitorioso de tempos atrás.

Estava bastante lotado, não havia muita paz, mas ainda assim é muito bonito.

Por todo lugar é possível ver Bonsais.

Há também uma construção no lago, na outra ponta, que não pode ser visitado, mas que torna o lago bem interessante. Inclusive a noite.

Após pouco mais de um mês sem contato com igrejas católicas, visitamos uma na cidade. Pela influência francesa, hoje muitos vietnamitas são católicos.

Depois visitamos um museu, que antigamente era a prisão da cidade. O prédio foi construído pelos franceses, durante seu domínio por pouco mais de 100 anos, e inicialmente feito para prender revolucionários contra os franceses. Algumas salas foram mantidas para demostrar como era a prisão da época. E até mesmo algumas formas de tortura, incluindo uma das guilhotinas usadas na época.

corredor da morte

Durante o período de guerra entre o Vietnã e os USA, a prisão abrigou americanos e apesar de toda destruição que os USA causaram no país, os americanos receberam um tratamento tão VIP que eles mesmos apelidaram a prisão de Hotel Hilton. Algumas imagens demostram o bom relacionamento entre os americanos e os vietnamitas na época.

Visitamos o templo da literatura, que tem um jardim bem bonito. Lá o animal mais visto é a tartaruga que na cultura representa vida longa e boa sorte aos estudantes. Como o templo, no passado, foi a primeira universidade do Vietnã, elas estão muito presentes em sua arquitetura.

Por fim, chegamos ao Mausoléu de Ho Chi Min, o grande herói do comunismo dos vietnamitas, que é vigiado por guardas oficiais. O mausoléu fica na praça da revolução, bastante verde e ampla, em frente ao palácio nacional. Dentro dele, está em exposição, o corpo embalsamado de Ho Chi Min. Não conseguimos visitar pois os horários são bem restritos.

Palácio Nacional

Além disso, a cidade é interessante pela quantidade de motos e de como eles carregam coisas e pessoas (em grande quantidade) na moto.

Há também outros Templos e Pagodas para se visitar na cidade, mas deixamos essas opções de lado, pois com as festas do o ano novo chinês, esses são os lugares mais lotados por peregrinos em oração.

A época do Ano Novo Lunar é bastante concorrida e movimentada na Ásia. Por isso, se você pretende viajar nessa época, é importante reservar passagens, hotéis e, as vezes, os tours com antecedência. Essa época do ano também tem temperaturas mais baixas, um pouco diferente dos outros países ao redor. Segundo os locais, outubro e setembro são os melhores meses para visitar o Vietnã, pois está com temperaturas bem agradáveis.

Nós ficamos no B&B Hanoi Hostel, ou apenas Hanoi Hostel. Parece muito mais um hotel, mas as tarifas são bem baixas. Além disso, é possível comprar do próprio hotel os passeios e eles são muito colaborativos em informar e ajudar com tudo que for preciso.

outras fotos

Luang Prabang – a charmosa cidade das bombas

A província de Luang Prabang, ou Louang Prabang, é a 9ª com mais bombas não explodidas do Laos. Todo o pais, hoje, empenha forças em identificar as bombas ainda existentes – UXO, destruí-las e conscientizar a população a não comercializar esse material e tão pouco em manuseá-las.

Principalmente nas áreas campestres, o país ainda vive essa realidade, mas graças aos esforços de vários países , como França e Austrália, juntamente com o governo do Laos, menos pessoas se ferem ou morrem com esses acidentes a cada ano.

Estima-se que os USA tenham jogado 2 milhões de toneladas de bombas em todo o país. Entre tantos tipos diferentes já encontrados, uma bomba química, considerada uma das mais destruidoras e dolorosas, a Napalm.

efeito Napalm

Todas essas informações e muitas outras estão disponíveis no museu UXO na cidade de Luang Prabang ou no site da orzanização: luangprabang-laos.com

Saindo do museu a cidade é muito mais do que a lembrança de uma história tão triste. Aliás é possível que a maioria das pessoas que visitem a cidade se quer entrem em contato com essa parte da história.

Luang Prabang é uma charmosa cidade de influência francesa. Cercada por 2 rios, um deles o famoso Mekong, que inicia na China e termina no Vietnã, passando pelo Laos, Myanmar, Tailândia e Camboja.

Há vários restaurantes na beira do rio, onde você pode ficar por algum tempo sentindo o clima agradável da cidade.

A avenida principal tem também um charme especial, cheia de opções em cafeterias, restaurantes e Spa de massagens.

Há muitos templos budistas pela cidade. O mais famoso deles foi construído em meados de 1500, chamado Golden City Templo – Wat Xieng Thong. Em suas paredes há uma trabalho detalhado e lindo feito com pequenos pedaços de pedras coloridas (eles chamam de vidro japonês – ou espelho colorido) , que reluzem com as luzes (do sol e artificiais).

Também há uma Stupa e um pequeno templo na montanha Phousi (Mountain Phousi). A visão da cidade lá de cima é linda e também é possível admirar várias esculturas diferentes de Budha em meio a natureza. Com certeza o templo mais “natural” que vimos.

Na cidade também há um Museu Nacional. Não é possível tirar fotos do local, mas lá está a antiga casa da família real, com os móveis, fotos, esculturas e a frota usados pela família.

Durante a noite, a avenida principal fecha para o “Night Market”. Os locais abrem e montam suas tendas para atender a grande demanda de turistas.

Para visitar a cidade é preciso uma programação com boa antecedência, principalmente nessa época, Janeiro e Fevereiro. As hospedarias e hotéis ficam praticamente todos lotados. Do contrário você tem que se sujeitar ao que estiver disponível, se achar algo disponível.

O uso de repelente aqui é fundamental, aliás, nessa região da Ásia (Laos, Vietnã e Camboja). Mas não me venha com OFF comprado no Brasil, pois ele definitivamente não é o tipo de coisa que funciona por aqui. Durante o dia o calor é intenso, mas a noite a temperatura cai bastante, mesmo assim os pernilongos estão presentes.

O tour mais famoso da cidade, na verdade fica fora dela. Há uns 35 km estão as cachoeiras Kuangsi ( Kuangsi Falls). Até lá o tuk tuk vai te cobrar, no máximo 50.000 kip, ou equivalente R$ 15,00 ida e volta. É um parque lindíssimo, com cachoeiras de águas frias e num azul e verdes maravilhosos.

Este parque conta com um viveiro da organização FREE THE BEARS, que resgata ursos mantidos em cativeiro. Fizemos um post especial para eles: freethebears.org.au

Outra coisa que anda muito comum entre os turistas é a Cerimônia Budista de entrega de alimentos (Alms Giving Ceremony). É algo simples e muito silêncioso, bonito pela simplicidade, mas que vem sofrendo um abuso por parte do turismo. Muitos locais exploram a cerimônia e a vendem como pacote turístico e muitos turistas desinformados tiram fotos de maneira desrespeitosa, usando flash e muito perto do monge. Algo que vem aborrecendo os religiosos locais.

A maneira de se vestir é outro problema, nos templos budistas, tanto homens quanto mulheres, não devem entrar com calçados, shorts ou com ombros à mostra.

Como toda a cidade é patrimônio da UNESCO, alguns dos principais templos são pagos, 20.000 kip, ou cerca de R$ 6,00. Para o Museu Nacional o fee é de 30.000 kip.

Uma das coisas bem turisticas que participamos, foi jantar num restaurante com dança e músicas típicas (apesar de não se ver ninguém vestido tipicamente pelas ruas). O lugar, restaurante Roots and Leaves, é lindo, com um pequeno lago e o palco de apresentações no centro. Em volta, várias flores de Lotus pra enfeitar. Apesar de sair um pouco mais caro que o nosso costume, valeu a pena pela delicadeza das danças e beleza do lugar.

Com a viagem, uma das coisas que mais te tornou comum foi consultar e fazer avaliações no tripadvisor. Em Luang Prabang, vimos que o 1º lugar lugar em avaliações culinária é uma pizzaria. O único problema é que para chegar lá é necessário atravessar o rio Mekong por uma ponte de bambu. Se alguém sabe o quanto eu “adoro” esse tipo de coisa parecida com arborismo, sabe bem o quanto foi difícil e emocionante, e estressante, fazer isso.

Consegui, atravessamos a ponte e chegamos ao simples e charmoso restaurante atrás de uma escola de inglês, o Pizza Phan Luang.